Há inúmeras atividades impactantes ao cerrado, dentre elas o garimpo, a
agricultura, a mineração e a pecuária extensa além da ocupação humana.
O bioma ocupa um quarto do território brasileiro, no entanto,
está correndo o risco de extinguir-se do Brasil. Desde a colonização, os
portugueses procuravam por ouro e logo após conquistar o litoral, o cerrado foi
ocupado por bandeirantes à procura de 'pedras preciosas'. Somente na década de
50, com o surgimento de Brasília, que se iniciou uma acelerada ocupação da
região do cerrado.
A EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa
Agropecuária) e a EMGOPA (Empresa Goiana de Pesquisa Agropecuária) investiram
em pesquisas nas áreas de agricultura e pecuária, o que permitiu a mudança do
solo infértil do cerrado em áreas de agricultura comercial utilizando um
processo de correção de acidez e de adubação química. A desagregação do bioma
se intensificou quando a elaboração do projeto de desenvolvimento "Ame-o
ou Deixe-o", no ciclo militar, quando o Presidente da República, Getúlio
Vargas, criou o jargão ufanista de que o Brasil seria o principal "celeiro
do mundo".
Em 1960 e 1970, há novamente uma grande ameaça, a política de
modernização da agricultura, que vincula o setor agrícola ao setor
urbano-industrial. Esta ocupação das lavouras e das monoculturas geram a
devastação do bioma.
Cerca de 80% do cerrado já foi modificado pelo homem, e é o
segundo bioma que sofreu maior alteração. A ocupação é um grande problema
porque não é racionado, desta forma a agricultura, o garimpo, a mineração e a
pecuária devastam a diversidade de nosso país.
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Atividade Agrícola no
Cerrado baiano.
Foto:
Marina de Fátima Vilela |
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Recorte de imagem do satélite
Landsat demonstrando as interferências humanas no entorno do Parque Nacional de
Brasília
Foto: Marina de Fátima Vilela
Fonte:http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/Agencia16/AG01/arvore/AG01_70_911200585234.html
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